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#TopTech | Assistentes virtuais que já salvaram vidas

Por Redação | 18 de Dezembro de 2018 às 12h00

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#TopTech | Assistentes virtuais que já salvaram vidas

As assistentes virtuais já fazem parte das nossas vidas. Alexa, Cortana, Google Assistente, Siri; o que não falta são exemplos dessa tecnologia que promete facilitar a vida dos usuários. Mas hoje vamos falar especificamente sobre algumas vezes em que elas ajudaram a salvar vidas.

Junho de 2014 e março de 2017

Liz Neaton, residente de Montrose, Minnesota, havia ensinado sua filha Eve, de 2 anos de idade, a utilizar a Siri em caso de emergência. Liz tem um distúrbio nervoso que faz com que ela tenha desmaios ocasionalmente ao se levantar, o que gerou essa preocupação em ensinar a criança como ligar ao 911, emergência.

Em junho de 2014, Liz teve um desses desmaios e só a pequena Eve estava por perto. Na época, os celulares da Apple ainda tinha aquele botão Início, e então a criança o apertou, pediu para que Siri ligasse para a emergência e sua mãe foi localizada e atendida.

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Um caso parecido aconteceu no Reino Unido. Roman, um garoto de 4 anos, ligou para o 999 (serviço de emergência local) usando um comando da Siri. O que os oficiais não esperavam era a criatividade dele: acreditando que sua mãe havia morrido, ele desbloqueou o iPhone usando o Touch ID e pediu à assistente por ajuda.

Roman foi capaz de fornecer, então, o endereço de sua residência para que uma equipe de paramédicos pudesse socorrer a sua mãe. Esse caso aconteceu em março de 2017. A polícia local, claro, destacou a importância de ensinar o endereço de casa e outras informações básicas aos filhos.

Agosto de 2015

Sam Ray, em 2015, passou por uma situação difícil. Ele tinha 18 anos na época e estava consertando a sua picape, mas uma parte do veículo acabou caindo sobre seu corpo e prendendo seus braços de tal modo que não conseguia pegar o telefone. Ele também tentou gritar por socorro, mas não conseguiu tanto fôlego assim: são 2.500 kg de carro!

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A solução encontrada por Ray estava no seu bolso de trás. Ele conseguiu forçar o seu corpo contra o chão, o que acabou ativando a Siri e permitindo que a emergência fosse acionada. A atendente inicialmente achou que era um trote, mas então ela conseguiu ouvir os gritos dele pedindo ajuda e, com ajuda da triangulação do sinal do celular, conseguiu localizar o jovem e enviar uma equipe de resgate.

Eles chegaram de helicóptero para levar o rapaz até o hospital mais próximo. Ele sofreu ferimentos graves, mas se recuperou normalmente.

Julho de 2017

No Novo México, Eduardo Barros de 28 anos foi condenado a prisão sem fiança sob acusações de posse de arma de fogo, tentativa de assassinato e outros. Neste caso, o criminoso culpado estava espancando sua mulher, que não foi identificada, e a ameaçando de morte com uma arma de fogo.

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Ele acusava a mulher de ter o traído enquanto eles moravam em outro lugar. Durante a ação, Barros perguntou: “Você ligou para os xerifes?”. Perto deles havia um dispositivo Amazon que contém a assistente virtual Alexa, que entendeu “errado” e realmente chamou os xerifes.

O xerife Manuel Gonzalles III disse em entrevista à ABC News que a “incrível tecnologia definitivamente ajudou a salvar uma mãe e seu filho de uma situação muito violenta”.

Dezembro de 2018

A Apple lançou o recurso de eletrocardiograma (ECG) no Apple Watch Series 4 no começo de dezembro, mas aparentemente ele já pode ter ajudado demais uma vida. Segundo o relato do usuário “u/edentel” publicado no Reddit, ele descobriu estar com fibrilação atrial por causa dele. O distúrbio é caracterizado por batimentos rápidos e irregulares do coração.

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Ao executar os testes, ele era informado com a notificação afirmando “Fibrilático”. O rapaz chegou a desconfiar de algum problema no firmware, mas quando sua mulher passava pelo mesmo teste recebia a notificação “Normal”, enquanto ele seguia no “Fibrilático” a cada nova tentativa.

Como já foi comprovado que o Watch não é totalmente seguro como um teste clínico, mas sim de consumo (aprovado pelo FDA), ele foi ao ambulatório. Ele disse na recepção que o seu relógio tinha um recurso de ECG e queria, no caso, checar melhor. Dentro da sala, já com o doutor, o rapaz ouviu: “Isso provavelmente te salvou.” O médico também citou que havia lido um dia antes sobre a função, mas não esperava ver um primeiro paciente já na manhã seguinte.